Muito sobre nada...
quarta-feira, setembro 14, 2005
  A explicação do silêncio… Ando a ler “o livro do riso e esquecimento” do Kundera (aliás, ando a lê-lo há tanto tempo que até já me permito algumas familiaridades com o autor, tais como tratá-lo assim por Kundera, sem qualquer pudor). Bem, voltando ao assunto, estava portanto deitado na minha cama a ler, quando chego a um capítulo em que alguém quer escrever um livro.
Ora, esse alguém, tem a chamada vida de “chácha”, mas está convencido que tem uma vida interior enorme que tem de ser contada. É aqui que muitos anos antes dos blogs, o meu amigo Kundera (lá está a tal intimidade) embarca em pensamentos sobre a escrita e sobre algo que eu não conhecia, chamado grafismo, ou seja, a necessidade de escrever. E qual era o ponto comum nos grafistas e alguns escritores? A falta de vida exterior!
Foi então que me lembrei deste canto, abandonado e já cheio de ervas daninhas. Lembrei-me de eu tinha deixado de escrever. Não propositadamente, apenas deixei de escrever, porquê? Simples, passei a ter uma vida exterior que exige toda a minha vida interior.
Assim, está explicado o silêncio. Não sei se me vou calar para sempre, não sei se amanhã não me dá na vinheta e começo a escrever como se não houvesse amanhã. Sinceramente, neste tempo de campanhas eleitorais, vou fazer o contrário dos políticos e dizer que não prometo absolutamente nada. 
quarta-feira, agosto 31, 2005
  Restos de férias Estar a trabalhar a comer pevides, é como se ao fundo ainda ouvisse o mar… 
quinta-feira, agosto 25, 2005
  De volta Ele há coisas muito boas. E depois, ele há coisas ainda melhores.
Foram umas excelentes férias, daquelas que nunca mais se esquecem, daquelas que nos marcam para sempre, que ficam impregnadas na nossa pele, que deixam de existir e que passam para sempre a viver entre a recordação e a fantasia do passado.
Agora estou de volta. Mais gordo, mais queimado e mais peludo (deixei crescer a barba) e com mais energias (ou melhor dizendo, tão cansado que não me chateio com nada). Até estou a ver que vou ter de esperar uns dias para começar a escrever alguma coisa menos má… 
terça-feira, agosto 02, 2005
  Fechado para descanso do pessoal De momento encontramo-nos fechados para férias do pessoal.
Voltaremos provavelmente no fim de Agosto.
Até lá, os meus sinceros cumprimentos, beijos e abraços. 
quarta-feira, julho 27, 2005
  Caranguejo Em primeiro lugar quero dizer que Portugal é dos melhores países do mundo e os portugueses um povo formidável (pronto foi assim que aprendi, primeiro faz-se uma festa no sentido do pêlo e depois toca de dar a machadada).
O caranguejo. Cada vez mais penso que vivo nas costas de um caranguejo. Não vejo melhor definição para o nosso belo país. Como é sabido, o caranguejo é um animal que se desloca a olhar para trás, coisa que nós sabemos fazer muito bem e que está impregnada na nossa cultura popular, veja-se o mito de D. Sebastião, o saudosismo dos descobrimentos e por fim a palavra mais portuguesa da nossa língua “saudade”. Outro ponto é que o crustáceo alaranjado (sem conotações politicas) vive na orla marítima, tendo que adaptar o seu ritmo ao sabor da maré, tal como nós o fazemos, sempre dependentes de terceiros.
Para finalizar, e para que nem tudo seja mau, ainda acho que somos um caranguejo dos bons, uma sapateira. Só que a sapateira neste momento está a ser servida à mesa, dividida pelo casal Europa / Estados Unidos, com os interiores desfeitos num molho e martelos a abaterem-se sobre as nossas garras (upps, garras?, bem, se calhar somos mais uma santola).
Sinceramente, ainda sonho que um dia, em vez de sermos a entrada cara do festim, sejamos a mão europeia que leva a comida à boca. 
terça-feira, julho 26, 2005
  Será isto o choque tecnológico? O choque tecnológico já chegou! E já chegou há vários meses.
Vou explicar tudo. A verdade é que os nossos serviços secretos de tecnologia (chefiados por uma espécie de Q mas com bigode) já inventaram uma espantosa máquina do tempo. As provas? Bem, só quem não quer é que não vê. Primeiro foi o Benfica campeão e agora um rematch politico com dez anos de atraso (tenho a dizer que estou muito contente, por este andar ainda vou ver o Eusébio na selecção, prazer que nunca tive). 
quinta-feira, julho 21, 2005
  A culpa é do nome Duas das grandes promessas deste nosso governo são (e friso o “são”, dado que se mantêm promessas) o choque tecnológico e o fim do clientelismo. Assim sendo, como poderia sobreviver no governo um tipo chamado Campos e Cunha? 
Delírios, devaneios e sobretudo muita coisa sobre quase nada.

Nome:

oh, isso agora...

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